Todo trabalhador tem direito a um salário. No capitalismo, o indivíduo vende sua força de trabalho em troca de uma remuneração que, geralmente, vem no fim do mês – salvo países ou órgãos que pagam seus empregados por semana ou por dia. Os autônomos recebem, muitas vezes, por dia. No entanto, essa quantia calculada dá um valor mensalmente.

Há quem trabalhe cinco, seis, oito ou mais horas. Um médico que no seu dia de plantão, tem sua jornada bem mais extensa. Quem faz sistema de escalas também sofre alterações no modo de vender a força de trabalho.

Uma coisa é certa: é um prazer olhar para a conta e dispor de grana para o lazer, na hora de presentear, comprar flores para sua amada, colocar a pedrinha na aliança, adquirir um novo software, comer um chesse burger enorme, entre outras coisas.

O salário deve ser merecido, de acordo com a força imposta. O fato é que a força intelectual gera mais lucro que a física. Chegar a essa conclusão é simples: veja a diferença da quantia que recebe um gari e um juiz. Por outro lado, existem empresários que não frequentaram a academia, mas que lucram bastante.

O governo brasileiro instituiu, no decorrer da década de 30, uma remuneração básica, ou seja, é o valor mínimo que o indivíduo vai receber. Por exemplo, qualquer trabalhador não pode vender sua força de trabalho por menos que o estipulado salário mínimo. Essa forma de pagamento é aplicada em vários países; porém, há discrepâncias em relação a ele.

Em 1940, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, decretou a regulamentação do salário base, o mínimo. O criou a partir do Decreto-Lei 2.162. O primeiro salário mínimo era equivalente a 240 mil réis. Para se ter uma ideia da quantia recebida, confira o valor, abaixo:

R$ 1,00 = 2.750.000.000.000.000.000 réis

1 réu = R$ 0,056

Isso não significa que as pessoas da época recebiam quase nada, pois cada período passa por transformações na economia. Pelo contrário, em meio às inflações e outras adversidades, o Brasil conseguiu manter bem, pelo menos recentemente, o aumento do salário mínimo.

Existem pessoas que são insatisfeitas com o salário mínimo, fundamentadas na ideia de ser impossível dar conta de tudo com o pouco recebido. Essa desigualdade social é salientada por Karl Marx (fundador do sistema comunista), em que ele afirma que o capitalismo causa essa diferença, a chamada desigualdade social.

Para os partidários é possível sim, uma reforma econômica desse tipo.