Várias horas de trabalho, sem direito a um descanso, sete dias por semana, ou seja, todo dia. O mundo passou por épocas em que acontecia dessa forma. O trabalho era árduo, principalmente se fosse da raça negra ou um rejeitado pela sociedade. Cavando bem fundo na história, podemos observar que desde muito tempo, existem pessoas escravizadas, o que realmente muda é o sistema.

Por exemplo, no costume judaico, antigamente, em tempos do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, as pessoas com maiores posses, poder aquisitivo, possuíam servos ou escravos. Porém, eles eram comprados e moravam junto dos patrões. Diferentemente da escravidão europeia.

Na escravidão existente no Brasil, o indivíduo passava longe de ser um servo, como na judaica. O escravo tinha direito a ser escravo e somente isso. Na tradição judaica, normalmente, a pessoa era serva da outra por um intervalo de aproximadamente sete anos. E o servo recebia pagamento, ao contrário do africano que, se contestasse algo, poderia levar uma surra no tronco – outra coisa que havia para os escravos brasileiros.

Hoje, de acordo com a Constituição Federal, é vedado o trabalho escravo no Brasil. Em nível mundial, essa lei também procede: a proibição da escravidão. É complicado para fiscalizar todos os lugares de um país tão grande igual ao nosso, mas há a Secretaria de Inspeção do Trabalho, que é responsável por essa área. Diversos jornais publicam matérias sobre o trabalho escravo: pessoas vendem sua força em troca de quantias desprezíveis.

Os casos de crianças que trabalham em alambiques, os cortadores de cana-de-açúcar, as olarias, carvoarias, entre outros, são locais escondidos semelhante aos antigos engenhos, da época da colonização da terra dos tupiniquins.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT), revela que cerca de 25 mil pessoas são submetidas ao trabalho escravo, de forma clandestina no Brasil. Documentários, já exibidos na televisão, mostram como são tratados os imigrantes bolivianos que, enganados com falsas propostas de trabalhos, são trazidos para o nosso país, a fim de, por quantias baixas, trabalharem horas.

Segundo a lei brasileira, o empregador não deverá pagar ao empregado salário mínimo inferior determinada pelo Poder Executivo. O Ministério do Trabalho e Emprego tem o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo que, como o nome já se refere, fiscaliza onde existem locais como esse, de um verdadeiro trabalho escravo. Isso acontece, uma vez que há 100 anos foi abolida a escravidão.

Para evitar tais constrangimentos e desigualdades, o ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas, na década de 1940, definiu o salário base para todo e qualquer trabalhador. Essa quantia seria a mínima que o indivíduo poderia receber, o que viesse abaixo disso, seria contra a lei.

Em épocas do desencadeamento da modernidade, o período das máquinas a vapor, as pessoas trabalhavam nas fábricas por várias horas. Tem até o filme “Tempos modernos”, de Charlie Chaplin, em que ele satiriza essa forma de trabalho repetitiva e extenuante. O filme caracteriza esse período das produções em massa.

Nesse período, os trabalhadores passavam, sem exagero nenhum, a maior parte de suas vidas dentro de uma indústria, que era a forma mais comum da era da modernidade. Ora, não existia legislação que determinasse as horas que o indivíduo trabalharia; por isso, oito, 10 e até 16 horas no serviço.

Veja bem. Os donos das enormes fábricas tinham que lucrar. Seu lucro se dava por meio de quantidade de produção, ou seja, quanto mais se produzia, mais recursos disponibilizava o empregador. Pode-se afirmar que as pessoas viviam para trabalhar, literalmente, nessa ocasião, aplica-se a frase: o homem foi feito para o trabalho.

Vender sua força dessa forma é o mesmo que ser um escravo remunerado. Daí, voltamos à tradição judaica, em que existiam os servos remunerados. O trabalhador das fábricas não apanhava por querer descansar e recebia seu ganha-pão. Mas ainda sim era um escravo. Trabalhar 16 horas é muita coisa, praticamente um dia inteiro.

Os trabalhadores tinham uma vida péssima, além de ter que produzir em largas escalas, recebiam quantias desprezíveis de salário. A carga horária de trabalho, em meados do século XVIII, era de 80 horas semanais – os chineses estão quase lá, visto que a deles é de 60 horas.

Com o passar dos anos, a mudança ocorreu. O salário dos trabalhadores sofreu um aumento de 300%. As horas, que eram enfadonhas, a partir de um certo momento, passou a ser de 10 horas semanais em cinco dias de trabalho.

Definiu-se, após várias revoltas sociais, uma carga horária digna, bem como os vários auxílios preocupados, principalmente, com o bem-estar dos funcionários. Coisa totalmente oposta a um trabalho escravo, que é sem lei, você faz o que te mandam, não importa se as condições são sub-humanas.

Enfim, o trabalho escravo é considerado um crime. Escravizar ou empregar pessoas para receberem valores desprezíveis é anticonstitucional.

Jornada de trabalho

No Brasil, de acordo com a legislação trabalhista, o empregado deve cumprir, necessariamente, oito horas por dia, o equivalente a 44 por semana. Você, trabalhador, pode optar por fazer horas extras. Essa, que é remunerada.

Os parlamentares querem diminuir essa jornada para 40 semanais, afirmando que a qualidade, além de novos empregos, aumentará. Existem países que a carga horária é de 60 horas. Na China, funciona dessa forma. Ou seja, o chinês trabalha e aos fins de semana deve arrumar um emprego novo. E vale lembrar que a mão-de-obra na China é bem barata.

Dependendo da situação, assemelha-se a trabalho escravo. Um outro exemplo, os chineses fazem o acabamento dos tênis da marca alemã Adidas e cobram valores mínimos, enquanto que os grandes empresários lucram totalmente mais. Deve se atentar as leis de seu país, para não trabalhar como um escravo num país livre.